Isac Venancio

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Sobre Amar (ou Big Bang)

In Hmm on 09/14/2011 at 3:42 PM

Sim, eu amo. Eu te amo.

Amo tanto que por vezes me sinto estranho, perguntando a mim mesmo se isso que eu sinto é amor, me perguntando afinal que louca sensação é essa.

Sinto algo, como se fosse uma coisinha invisível, uma proteção, uma linha mágica que está sempre comigo, me circulando da hora que eu acordo até a chegada da noite, quando por fim descanso.

Descanso de te amar tanto, para que no dia seguinte eu acorde revigorado, para amar-te mais.

E então quando te vejo é que tudo muda, e essa coisa invisível e surreal toma forma e adquire tato, olfato, audição, visão. Adquire voz e pensamento. Adquire corpo, pele e sentimento.

O Amor então deixa de ser apenas uma força que nos observa, para então agir em nós assim que meu lábio encosta no teu.

É como se o chão desabasse sem que eu sentisse, como se eu perdesse o ar e, se realmente eu o perdesse, talvez passasse dias e dias vagando com meu espírito na Terra até que um dia eu enfim perceba que há tempos morri.

Teu beijo é tão mágico que um Big Bang eclode dentro de mim cada vez que um beijo teu me domina, morrendo apenas para dar início a outro Big Bang ainda maior quando me beija de novo, e de novo, e de novo. E cada beijo teu é um novo Big Bang, como se um Universo inteiro explodisse dentro de mim.

Eis quem há de julgar que sou bobo, e que você é um simples ser como os outros. Entretanto, bato forte no peito e levo minha defesa para onde vou, pois bobo é aquele que não se permitiu sentir aquilo que agora eu sinto.

Bobo é a forma inocente que eles arranjam para dizer “tenho inveja de você”.

Bobo é quem não acredita em Amor, como bobo um dia fui.

Mas eis que você apareceu, e me mostrou que o Amor existe, e que meu coração pode sim ser preenchido por algo mais que carne e sangue.

E que amar é algo infinitamente bom, tão bom como se carne e sangue fossem as coisas mais banais que um coração pode ter!

Sim, eu amo… Eu te amo.

A MAGIA DE UM PEQUENO INSTANTE

In [...] on 09/01/2011 at 3:52 PM

Naquele pequeno instante, me senti o ser vivo mais importante de toda via láctea, pois senti algo tão mágico e bom que ouso até apostar com qualquer outra pessoa que não estou sonhando, pois sei que no fim, ganharei.

Tudo parecia tão normal, e acho que é esse presságio que deixa as coisas tão misteriosas. De repente você transformou um dia, uma hora, um minuto e um segundo qualquer em pura mágica: mudou os ares, redistribuiu as cores pela paisagem, alavancou a percepção de meus sentidos, e transformou o mais simples dos atos numa profusão de energia revigorante.

Passou caminhando vagarosamente na minha frente, e tudo estaria na mesma nostalgia caso continuasse olhando adiante quando, sem que eu esperasse, mudou a direção de suas órbitas e focou na minha humilde presença, enviando-me um doce beijo.

Sou extremamente feliz e grato, pois dentro de meus pensamentos posso voltar minha memória e recuperar a imagem mental que criei deste lindo momento, para mais uma vez mergulhar-me em total prazer. Sei que vais ficar surpreso, pois acreditará que nada fez. Entretanto, é no pátio da tua simplicidade que eu me deleito, indo de encontro à paz que o mundo não está a fim de me proporcionar.

Ah, e esses olhos! Esses doces olhos, que se abrem com carinho para mim, que transbordam mel, e que me afastam de todo mal.

O que falar então dos lábios?

Deles, esperei com ignorância a mesma coisa de todos os outros que beijei, quando mais uma vez você me surpreendeu com o magnífico sabor que tens, e a cada vez que eu os toco, pergunto-me se sou tão especial assim para merecê-los, pois o prazer deles é tão forte como o prazer de sentir a água morna do mar ao encontro dos pés fincados na areia.

Teu beijo é tão energizante quanto o melhor chocolate que alguém possa vir criar. É tão calmo como calmo é o vento que inaugura a primavera. É tão intenso quanto um orgasmo tântrico. É tão viciante quanto um coquetel de Lucy no Céu com Diamantes, acompanhados da branca Colombiana…

É tão especial que sinto eu precisar do bom uso de cem por cento do meu cérebro para descrevê-lo com dignidade. Mas oh, meu pequeno garoto, nós usamos apenas dez por cento desta massa cinzenta que jaz dentro do crânio, e agora me sinto decadente por saber que não importa o esforço que eu faça, jamais conseguirei descrever a magia do teu beijo e o mistério dos teus lábios com merecida lucidez!

Talvez seja esse o grande desafio. Talvez seja isso o que nos mantém conectados um ao outro. E por ainda desejar essa conexão, paro por aqui, antes que eu sofra um derrame irreversível, pois se isso acontece, sei que dos teus doces olhos eu verei cair lágrimas, e dos teus mágicos lábios, ouvirei tristes soluços de choro, coisa que eu jamais desejarei que aconteça, pois imaginar isso é como imaginar a mais bela construção que Deus fez, derrubada pela mais inofensiva das brisas.

Escrevo estes parágrafos para que o mundo não perca a esperança, e saiba que ainda existem grandes amores.

E se eu penso, é para poder te fazer sorrir.

E se eu respiro, é para poder continuar te amando.

E por enquanto, é tudo o que os meus dez por cento de cérebro puderam pensar para te homenagear…